Eu simplismente viajo dentro desses riffs de guitarra e no cheiro do insenso que queima minhas narinas.
Eu entro e permaneço em transe, como se cada acorde e cada rajada de fumaça me guiasse, meu corpo se move de acordo com a música, meu cérebro fica em perfeita sintonia com a melodia.
Começo a fazer uma espécie de dança, um tanto quanto estranha, mas de qualquer forma, dança.
Mexo minhas mãos, vou envergando minhas costas, alguns saltitos, algo muito bom para falar verdade.
Tão bom é viajar sem sair do lugar.
E eu nem precisei de drogas.
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